11 de abr. de 2010

Legendários é o novo humorístico da Record


"Legendários” estreou ontem na Rede Record e segundo pesquisas, já conseguiu uma boa marcação no Ibope para a emissora.

Comandado por Marcos Mion, que dirige e apresenta, o programa vai ao ar aos sábados e conta com outros treze artistas, entre eles antigos colegas de MTV, como Felipe Solari, João Gordo e os humoristas do "Hermes e Renato", que terão um novo nome a ser definido pelo público.

Juntar humor com informação não é novidade na TV brasileira. Muitos devem ter pensado “já vi isso antes” enquanto assistiam a estreia, mas essa não é a preocupação da equipe. O próprio Mion assumiu que é muito difícil produzir algo novo hoje em dia na televisão. “Vai ficar parecido com muitas coisas que já existem, a questão é como fazer” diz.

Porém, a atração realmente lembra muito seus concorrentes, Pânico na TV e CQC. “Legendários” parece misturar esses dois programas com fórmulas que deram certo para os integrantes enquanto eles estavam na MTV.

Mion faz imitações e análises de videoclipes, o grupo Hermes e Renato interpretará histórias engraçadas, a ex-BBB Jaqueline Khury parece ser uma versão da Sabrina Sato do Pânico, as reportagens são cheias de intervenções gráficas e desenhos, e pelo palco ficam espalhadas dançarinas com pouquíssimas roupas.

Deja vu?

Apesar de tudo, ainda há uma boa tentativa de inovação. O programa será inteiramente comentado no site da emissora, em tempo real, por João Gordo que também faz matérias como repórter. Na estreia ele se caracterizou de policial da CET para falar sobre as multas em São Paulo e entrevistou o prefeito da cidade, Gilberto Kassab. Além disso, todos os integrantes comentarão o programa através do Twitter (@legendarios e @mionzera) que atualmente é uma ótima ferramenta de interação entre o artista e o público.

Basta esperar para ver se “Legendários” será tão forte quanto o nome, ou será apenas uma cópia para integrar a Record na concorrência.

10 de abr. de 2010

O olhar otimista de "Viver a Vida"















Sem entrar em maiores discussões sobre o papel da novela na cultura brasileira, a do horário nobre transmitida pela Rede Globo, “Viver a Vida” traz algumas temáticas importantes para passar ao público.


Na minha opinião, claro. Não ignoro o fato de ser uma ficção absolutamente adaptada ao que a emissora quer que seja passado, e que muitos criticam e não consideram novela como um tipo de “mídia” válida.


Porém, acredito que hajam temas que de alguma maneira acabam passando boas informações aos telespectadores.


A personagem Luciana, interpretada pela atriz Aline Moraes, mostra para muitas pessoas o cotidiano de um portador de necessidades especiais. A personagem fica tetraplégica após sofrer um acidente e a partir daí cada capítulo da novela dedica-se a mostrar os pequenos avanços de Luciana e os variados obstáculos que ela procura superar. Além das dificuldades, a novela procura passar um outro lado do drama, a personagem vai recuperando sua independência através de objetos criados para adaptar algumas atividades à ela. Como quando ela posta em seu blog, um teclado adaptado é usado para a cena, ou quando ela come quando também faz uso de objetos adaptados. Claro que não posso deixar de lado o fato de que a personagem tem muito dinheiro e que nem todos os portadores de necessidades especiais podem ter acesso a esse tipo de equipamento.


Contudo, a novela preocupa-se em mostrá-los e tenta passar outra percepção a quem assiste. Isso acaba informando não só o telespectador que está na mesma situação que Luciana, mas também chama a atenção dos demais para esse assunto.


Houve até mesmo a divulgação de um projeto especial realizado nas praias do Rio de Janeiro, chamado "Praia Para Todos" que permitia as pessoas que usam cadeira de rodas a entrar no mar com uma “cadeira anfíbia”. Poucas pessoas conheciam a existência desse projeto.


Mas a novela realmente peca em muitos outros aspectos, criando cenas absolutamente ilusórias. Afinal de contas, não é a toa que se ouve sempre “isso só acontece na novela”.



O vídeo abaixo foi publicado em um blog criado especialmente para a personagem Luciana, para aproximá-la ainda mais ao público e passar mais informações fora da novela. O endereço do blog é http://especial.viveravida.globo.com/sonhos-de-luciana/ e o vídeo é sobre o Projeto "Praia Para Todos".


6 de abr. de 2010

BBB: o entretenimento vende!

Crédito de imagem: capricho.abril.com.br
Pode falar o que for, que é exploração de baixaria, que não é culto, mas uma coisa é fato, o BBB faz sucesso, e mais do que isso, ele vende! E a Globo continua explorando o tema o quanto pode, afinal seu interesse é vender, não se importando muito com a qualidade, e sim com a audiência que o programa traz, quanto maior a audiência, maior é o patrocínio e portanto mais dinheiro para a emissora. A Rede Globo mostra o que o povo quer ver, e infelizmente, o que o povo quer ver é entretenimento, é BBB!E ele teve 154 milhões de votos na final, não foi a toa certo ? É uma fórmula destinada a ser bem sucedida, por que mexer em time que está ganhando?

Mesmo com uma semana do final do programa, ontem (05.04) tivemos no programa da Ana Maria Braga a "lavação de roupa suja" do BBB, com todos os participantes tirando satisfação entre si de coisas que ocorreram na casa, um participante querendo aparecer mais que o outro, ou então querendo "sair por cima". É uma baixaria só, mas não posso ser hipócrita, assim como muitos, eu adoro esse programa, sempre assisto, mesmo sabendo que como conteúdo seja péssimo, o fato é que gostamos de saber da vida dos outros, gostamos de intrigas, brigas e baixaria, principalmente quando estamos acompanhando a vida dessas pessoas durante 3 meses. Seria melhor para a nossa cultura que ele não existisse? Sim, provavelmente. Mas estamos falando de entretenimento, de chegar em casa e desligar o cérebro, ligar a televisão com um simples objetivo: Se distrair, e isso o Big Brother nos proporciona sempre. Uma distração, apenas isso. E a Globo também faz o seu papel, com a edição torna o programa algo com uma história que agrada o público, mostrando os integrantes como personagens, com herói, o anti-herói etc. É também dela o mérito do programa ser o sucesso que é, ela o edita de forma a torná-lo a paixão nacional que ele é.

É claro que o ideal seria um programa de entretenimento que nos trouxesse também aprendizado, mas essa fórmula ainda não saiu, e assim que sair eu garanto que será bem sucedida. Acredito que queremos algo com bom conteúdo na tv, mas o real objetivo do brasileiro atualmente é se distrair com a televisão, e isso o BBB nos proporciona muito bem. Mesmo quem afirma que não assiste, que não gosta e que é apelativo e de baixa qualidade pelo menos uma vez na vida já viu, e pelos 3 meses que o programa dura uma hora ou outra teve que ouvir comentários sobre o programa, pois é um sucesso nacional, está na boca do povo sempre. Vendo esse sucesso as vezes nos indagamos se o BBB que é o BBB teve 150 milhões de votos como o brasileiro não usa seu poder de voto para melhorar a nossa política? Bom, aí é outro assunto, precisamos modificar a nossa cultura, só quando as pessoas tiverem o mesmo interesse por política que elas têm pelo BBB que o nosso país irá melhorar neste ramo.

30 de mar. de 2010

Toda a atenção voltada para a China!

Imagem: Portal Imprensa


A reportagem publicada na Revista Imprensa, edi
ção março de 2010, faz um retrato da atual encruzilhada chinesa: de um lado um gigante no mercado internacional e de outro um país que ainda mantém a mídia amordaçada. O assunto foi tratado minuciosamente e apresenta um completo trabalho de campo na produção da matéria. A China é um assunto amplamente divulgado pela mídia, mas essa publicação busca expor também a opinião dos próprios chineses sobre sua imprensa e governo. Esta edição faz parte de uma série de reportagens que prossegue até julho, totalizando 5 matérias. A iniciativa da revista ajuda o leitor a entender a diferença de valores e atitudes dos chineses. Por fim, questionamos se o modelo de mídia adotado no ocidente não precisa também ser julgado. Pois não somos, como imaginávamos, um exemplo para a China.

O país está em um ótimo momento, assume um papel protagonista no cenário internacional e impulsiona os indicadores econômicos globais, mas ainda se mantém inflexível quanto a participação do Estado em todas as esferas e setores nacionais. Os chineses acreditam que o grande desafio nesse momento de transição do país é conseguir com que o ocidente se adapte e aceite a China. Para a população, já existe uma mudança na imprensa nacional e essas transformações as vezes passam despercebidas pelos ocidentais. Um dos entrevistados pela revista, Zhu Shouchen, da All-China Journalists Association, resume: "os jornalistas têm mais liberdade de expressão, sim, mas carregam em seus ombros a responsabilidade pelo desenvolvimento do povo e estabilidade do país.

Os efeitos do desenvolvimento econômico no país atingem o setor de mídia que, apesar de ser predominantemente estatal e altamente regulado, apresenta indicadores positivos. A contribuição para este resultado vem do rápido desenvolvimento da economia chinesa, que alavancou um enorme desejo da população em se informar.


Apesar das fortes evidências de desenvolvimento no setor das comunicações do país, a China ainda esbarra na questão motora para a progresso de um bom jornalismo: liberdade de expressão. "Os jornalistas enfrentaram muitos obstáculos em 2009, cofrontando atos de violência, a destruição de material e equipamento, a privação de acesso a espaços públicos, a vigilância e repressões", afirma a Federação Internacional dos Jornalistas para a Revista Imprensa.

28 de mar. de 2010

E o espetáculo contiua ...



Domingo espetacular apresentou hoje por volta das oito horas da noite a cobertura do último dia do julgamento do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá. Além das cenas de revolta e protesto contra o casal por parte da população que estava presente do lado de fora do fórum de Santana, foi mostrada uma entrevista com a perita Rosângela Monteiro, bastante esclarecedora no que diz respeito as provas responsáveis pela condenação dos réus. No entanto, cenas desnecessárias de fotos da mãe de Isabela com a filha, e uma entrevista que foca Ana Carolina de Oliveira dizendo que ficará sempre um vazio e que a vida não será mais a mesma sem Isabela, demonstra que mais do que informar o resultado final do julgamento e as provas que os condenou, a mídia quer explorar e espetacularizar a vida e o sentimento de perda da família da menina. Como se não bastasse a espetacularização feita desde o acontecimento, hoje, ainda contiua.

23 de mar. de 2010

CQC mostra mais uma vez como é possível juntar jornalismo e humor inteligente!!

Imagem: marcelotas.blog.uol

Foi de grande repercussão a matéria de ontem (22/03) do CQC “Proteste Já”. Ela mostrou algo que já vem sendo mostrado pelo programa, é possível juntar jornalismo com humor inteligente! Para quem não viu ou não conhece o quadro, explico: o quadro “Proteste já” é um quadro em que o repórter mostra alguma coisa que está ocorrendo de forma errada, a maioria das vezes mostra alguém tentando levar vantagem em cima de algo, mostram o famoso “jeitinho brasileiro”. Na edição de ontem, a história contada foi a seguinte: em dezembro Danilo Gentilli foi fazer uma doação de uma televisão de LCD para uma escola pública, e para garantir que ela chegaria em seu destino, colocou um aparelho GPS com alarme, que diria exatamente onde está a televisão. E a suspeita deles se tornou verdadeira, a televisão foi extraviada, estava na casa de uma funcionária.

A matéria já estava famosa mesmo antes de ir para o ar, pois sofreu uma censura prévia, era para ter feito parte da edição de estréia da semana passada. E é claro que os meninos do CQC aproveitaram isso para zoar mais ainda o ocorrido. Com muita ironia e classe Danilo Gentilli e Rafinha Bastos contaram a história fazendo questão de mostrar todos os detalhes e nomes completos de todos os envolvidos. Falando com as pessoas com muita calma, e muitas vezes “se fazendo de bobos”, conseguiram deixar inclusive o prefeito de Barueri fora do sério, ele xingando os integrantes do CQC de babacas e depois tentando se redimir fez exatamente o que o CQC queria, que eles se contradigam até ficarem muito nervosos e se entregarem.

O CQC é um programa que faz o que muitos brasileiros gostariam de fazer, colocar os políticos em situações humilhantes e contraditórias, em que pelo menos nesses casos eles não conseguem enganar o povo, e levam, mesmo que pequeno em comparação com o que fazem, um castigo moral. Acredito que seja essa a forma do sucesso de programas como o CQC, mostrar que mesmo com a impunidade com os políticos, nós continuamos sabendo que o que eles fazem é errado, e uma hora serão punidos, de uma forma ou outra, que a justiça ainda prevalecerá, e fazem isso com muito bom humor!

22 de mar. de 2010

Qual o tipo de jornalismo você valoriza?


Publicada no site Meio e Mensagem no dia 17 de março, a matéria "Jornalismo com Paixão, the Obama-Way" contribui para pensarmos no modelo de jornalismo da atualidade. Fundador do Chicago News Cooperative, James O´Shea criou um novo projeto para resolver os problemas advindos da falta de publicidade e queda nas vendas dos impressos. Ele acredita que a mídia não necessita ser financiada totalmente pela publicidade. Assim, foi criado o Jornalismo de Serviço Público, uma equipe de repórteres investigativos destinada a ir atrás dos fatos, apurar a atuação dos governantes e verificar as verbas governamentais. O público que acreditar nesse serviço irá pagar US$ 2 por semana para financiar a operação.

De acordo com Jim, o direcionamento dos meios de comunicação está errado. As pessoas não estão dispostas a pagar por notícias online, mas poderão pagar por um tipo de jornalismo que valorizem. As constatações de Jim podem estar certas. Segundo um estudo feito pela Nielsen com 27 mil pessoas, de 52 países, a maioria das pessoas ainda são contra a cobrança pelo acesso online às páginas de jornais e revistas. A pesquisa tinha como objetivo descobrir como que o público leitor concebe a possível ideia de mudança no fornecimento de conteúdo. Apenas um terço dos entrevistados respondeu que aceitaria desembolsar alguma quantia para acessar um conteúdo jornalístico na web.

Os veículos de comunicação impressos estão buscando alternativas para sanar o déficit
orçamentário, agravado pela crise americana de 2008. Por isso, discutir essa questão torna-se tão importante ultimamente. O modo de fazer jornalismo está em debate, e isso pode gerar grandes alterações para o público. A mídia precisa auxiliar o leitor a entender a situação. A diversidade de suportes para divulgar um conteúdo jornalístico, não transforma apenas o formato e produção do jornal, acarreta, também, modificação na maneira do público relacionar-se com a mídia.

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